terça-feira, julho 04, 2017

Só damos pelo corpo em situações extremas



"Só damos pelo corpo em situações extremas"
Rui Horta

Rui Horta foi meu professor de dança. Durante algum tempo dancei na Companhia de Dança de Lisboa, da qual era director.
Na Artejo, com coreografia dele e de José Manuel Trindade, fizemos o PLENO. Eramos cerca de 60 manequins e tudo era espetacularmente Bonito.
Trabalhei com  a Teresa Guilherme que, por sua vez, encarregava o Rui Horta de lhe fazer as coreografias. Tudo era muito Bom.
Sinto saudades desses tempos.

Hoje em dia, perdeu-se um bocado o sonho. As tecnologias tomaram conta da vida.
Falta um bocadinho de talento, é tudo deixado às máquinas.

Foi numa dessas situações extremas que dei pelo corpo: uma sacroileíte. Foi há cerca de dois anos e tal. Doía muito. Não conseguia sentar-me. Fizeram-me todos os tipos de testes, até um horroroso, Nuclear, injetam um produto qualquer e durante uma hora tens de esperar que aquilo faça efeito. Durante essa hora não podes estar perto de crianças, mesmo adultos tens de estar afastada pelo menos 2 metros, creio.
Levava uma injeção todos os dias para as dores. Foi horrível.
Não podia fazer exercício, nem andar de bicicleta. Só nadar.
Passou. De vez em quando ainda sinto a dorzinha a roer.
c'est la vie! e o corpo nunca mais foi o que era...

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