quinta-feira, julho 20, 2017

Pedro Vitorino




...às voltas com os papéis encontrei um livro e um álbum em vinil oferecidos pelo meu amigo Pedro. Já falei aqui dele algumas vezes. Não o vejo há algum tempo, Faz-me falta! Não sei onde se esconde. Ele, um dos homens mais interessantes, mais carinhosos, mais amigos de sempre. Se tivesse que nomear homens que conheço e conheci, o Pedro continua a ocupar o primeiro lugar. Está dito.
O album dos Triumvirat oferta dele, com dedicatória. A dedicatória diz assim: "Quando um dia me esqueceres ainda vou viver contigo" assinado Pedro.
O livro de Wilhelm Reich, Zé Ninguém! com a seguinte dedicatória: "A civilização a decair em inflação notória. Milhões de pessoas com fome, gente que mata, viola, a sujidade alastra-se, abandona-se a esperança. Que havemos de fazer?" assinado Pedro V.
Encontrei ainda um bilhete. Não ponho o texto na íntegra. O final diz:"...ainda um dia não vou estar cá e tu vais continuar a matar neles..." (Pedro)
Foi, sem dúvida, um dos amores da minha vida. Andava muito distraída, na altura. Foi-se, enquanto eu casava com outro. Não percebi que era Ele.


(...)Put on my face
The way I dressed today
Feel like you tonight
On my day
Falling little more
You bumped and crashed 
in dirty snow
Up to our sin, I might as well
Melt into Sunday
Remember the time
We stood there by the lake
Watching boats and planes
Pretty white clouds
The sun will sweat(...)

Steve...

...Tu es tellement sexy

Fotojornalista
Australiano
A viver em Portugal
Alfama.
34 anos
Solteiro
Nice

Faças o que fizeres, terás sempre alguém de olho em ti.

quarta-feira, julho 19, 2017

Salvador Sobral foi ao "Maluco Beleza"

Esta é a Parte 1
Quem quiser ver mais vá

Gugu-Dada





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Vou ver um filme - Perfect Stranger (Um Perfeito Estranho)

Vejam este filme: Tem muito a ver com a nossa vida actual. A daqui, não a real.




Perfect Stranger (Um Perfeito Estranho) de James Foley (2007)
Trust No One



Ro: It's a world where you *think* actions have no consequence, where guilt is cloaked by anonymity, where there are no fingerprints. An invisible universe filled with strangers, interconnected online and disconnected in life. It will steal your secrets, corrupt your dreams, and co-opt your identity. Because in this world, where you can be anything you want, any *one* you want, you just might lose sight of who you are.

terça-feira, julho 18, 2017

Tivemos alta hoje. Ainda bem. Muito mais tranquila agora. Nunca se pode dizer que se está bem.

Alberto Martini , The Sold Virgin

Alberto Martini (1876 - 1954), The Sold Virgin

Alberto Martini was an Italian painter, engraver, illustrator and graphic designer. Critics have described Martini's range of work from "elegant and epic" to "grotesque and macabre" and consider him one of the precursors of Surrealism.

domingo, julho 16, 2017

Les Ambivalences

O destino designa, mas o resto é comigo

"Les Diaboliques"

 At a  Dinner of Atheists - Ilustração Felicien Rops, 
do Livro de Barbey d'Aurevilly "Les Diaboliques"

Nascer do Sol no Cabo da Roca



Não , aquilo que escrevo não é autobiográfico. É escrita. Improvisação.  São estórias, como se fossem livros. Tenho muitos amigos, pois tenho. Portugueses e estrangeiros. Pertenço a um partido político. Verdade! Já fui deputada? Já!

EU VOU DORMIR AGORA.
SÃO VIDAS DIFERENTES, ENTENDAM.
Está a amanhecer e segundo sugestão do Steven, que é de nacionalidade australiana, vamos ver nascer o sol ao Cabo da Roca. É assim!

Já emendei os erros. Estávamos todos um bocado "alegres". Me desculpem.


Gone with the Wind









Amo a Dança





Yoshie Sunahata and Akram Khan in Gnosis. Photograph: Tristram Kenton

Neste blog ponho imensos vídeos de dança para poder ver
sempre que me apetece.
É o caso daquele que ponho hoje.
Este bailado "conta-nos" quanto é difícil uma relação homem-mulher.
Uma luta, por vezes.

sábado, julho 15, 2017

A Perversidade


Carlos Schwabe , ‘Revolt (Révolte)’. do livro “Les Fleurs du mal” de Charles Baudelaire, 1900


As perversidades de mentes inocentes afogam minha alma num mar de sangue extraído das veias de nossas próprias criações , o ódio me consome como cães comendo minha juventude inútil

Lucas Ferreira



Heathcliff



Cathy [Merle Oberon] e Heathcliff [Laurence Olivier]
Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais) 1939



Kate Bush . Wuthering Heights

Roy Batty





 'He certainly makes us think about what it is to be human.'
Roy Batty, Blade Runner, 1982

I have known adventures, seen places you people will never see, I've been Offworld and back...frontiers! I've stood on the back deck of a blinker bound for the Plutition Camps with sweat in my eyes watching the stars fight on the shoulder of Orion. I've felt wind in my hair, riding test boats off the black galaxies and seen an attack fleet burn like a match and disappear. I've seen it...felt it!
I've seen things you people wouldn't believe. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die

Walker Evans, Subway Passenger,


Walker Evans, Subway Passenger, New York Woman in Hat and Fur Collar, 
Benath City Hall Sign, 1941

sexta-feira, julho 14, 2017

Ainda ontem no SBSR - AlexanderSearch





Eram praí cinco e meia, cinco e tal coisa etal.
Casa cheia. Fernando Pessoa em inglês.
Distribuição de poemas pelos espectadores atentos.
Os mais novos riam-se. Diziam coisas como: aposto que isto é tanto do Fernando Pessoa,
 como eu me chamar Zeca Alfacinha, mas não interessa, a música é  que interessa.
Fazia-lhes muita confusão, o tipo ter escrito em inglês.
Ignorância a quanto obrigas!
Foi bom.
E viva a heteronímia!!!
Parque das Nações o melhor local para se estar.
Comer uma fatia de melancia mesmo ao pôr do sol.
E viva a Vida!

Para o Ricardo - Um Amor Incondicional

O Amor é a Poesia do Sofrimento
Ricardo 14 de Junho de 1978 a 1 de Março de 2005: 
Um amor incondicional



Amar sem exigências, sem expectativas, sem cobranças, sem obrigações,
 sem limites. Apenas amar aquela pessoa pelo que ela é. Adorar tudo nela.
 Tentar saber os seus desejos, e torna-los reais, compreender as 
suas necessidades e satisfaze-las.
 Um amor que nos entregamos, desinteressadamente, 
com prazer e bem-querer!
 Oferecer a felicidade, incondicionalmente!
 É o sentimento mais puro que podemos ter por alguém.

Patrícia

A Vida Não Acaba Aqui

quinta-feira, julho 13, 2017

A morte ficava-lhe tão bem

Ontem, estava a lavar a cabeça na cabeleireira, quando no rádio tocam os Keane.
Ainda disse: Os Keane, há tanto tempo que não os ouvia. 
O pensamento veio logo a seguir. As imagens voltaram. 
Aquela canção estava associada a uma tragédia na vida da minha família. Uma morte. Nunca podemos afirmar que o tempo passou e as feridas cicatrizaram. Não é assim. Desatei a chorar convulsivamente. A Cristina, que me lavava a cabeça parou, não percebeu. Eu queria explicar e não conseguia. Chorava e não parava. As lembranças eram de dor imensa, da morte de um jovem, muito jovem, num acidente estúpido nos Açores. Esse jovem era o noivo da minha filha Patricia. E as imagens que me voltaram, eram a imagem dela, ao receber a notícia. A maneira como caiu no chão e o corpo se enrolou. Os dias que se seguiram em que eu fiz tantos esforços para a manter viva e tentar ajudá-la a suplantar esse desgosto terrível. Dos dias seguintes à morte dele, ela não se lembra de nada. Do dia seguinte à morte, não se lembra nem do que fez, nem do que disse, nem onde estava. Uma amiga que a visitou chegou a pedir-lhe para ela não se matar. Eu ouvi. Já lá vão uns anos. Basta uma música, para voltarmos aquela imagem, aquele tempo. E o Ricardo era um menino d'oiro. Ela dizia que eram almas gémeas.

Ontem, eu não conseguia parar de chorar. Queria parar e explicar. A Cristina disse, qualquer coisa como: está tudo bem. Percebeu.
Espero que compreendam: somos pessoas, gente que sofreu imenso, com mortes que doeram a todos.
Vem ao caso, um mail que recebemos à cerca de cinco dias, creio, dando a "falsa notícia" de uma morte. Foi por mail. Recebemos um mail, dizendo ser do marido de uma blogger, dizendo o seguinte: "ela faleceu". 

 Ficamos em choque. Acreditamos. A nenhum de nós passou pela cabeça que fosse uma falsa notícia. Mas era. Sendo que essa pessoa se diz grávida e doente, nenhum de nós pensou que poderia a notícia não ser verdadeira. Doente e grávida e anuncia a própria morte? Impossível! Mas era possível. Um de nós disse que era possível, sim senhor. Era possível.


A explicação foi dada depois: "era para saber se vocês gostavam de mim". Isso mesmo. E eu anunciei a morte dela aqui, chorei, rezei, para a explicação ser essa: para ter a certeza que vocês gostavam de mim. No dia seguinte, no blog dela dizia para termos calma porque estava viva. É de doidos mesmo. Fica aqui a explicação para tudo o que se seguiu no blog "Amanhã estarás comigo no Paraíso". Foi tudo combinado entre as vítimas desta notícia falsa: gente que sofreu demais, gente que respeita a dor dos outros. Uma família.
Fingimos que estava tudo bem,  fingimos que eramos amigos dela e que compreendíamos, fizemos-lhe o funeral e dizíamos-lhe  que gostávamos muito dela. A ideia foi toda da pessoa de que ela mais gostava: o anjo. Esse nunca lhe perdoou, nem nunca acreditou na notícia. Tenho pena. Isso que foi feito, anunciar uma morte que não aconteceu não se faz. Nós nunca, mesmo nunca o faríamos.

Fica aqui a canção para ela, a tal senhora da Internet. E a explicação porque não podemos admitir que se brinque assim com a Morte: A morte dela e do filho que tem na barriga. É monstruoso.
Não vou ouvir, vou apenas deixar aqui a canção dos Keane. Para todos compreenderem o que é a dor de uma mãe pelo sofrimento da filha que ama acima de tudo e pelo  rapaz cuja morte transformou literalmente toda a vida dela.

Antanas Sutkus, Irena, 1959

Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.

Posso passar sem as imagens
assim como posso 
passar sem ti.

E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz
(Raul de Carvalho)

terça-feira, julho 11, 2017


Já perdi muitos amigos para esta doença maldita








A maior parte destas fotografias são do fotógrafo Nicholas Nixon, da serie People with AIDS, 1988

Nicholas Nixon is a photographer known for his work in portraiture and documentary, his use of the 8-by-10-inch view camera, and his engagement with duration. In numerous series, Nixon gets to know his subjects while photographing them, making the role of time inherent to the medium of photography an integral part of the content and process of his work. His photographs possess a high degree of detail and often present closely cropped views of his subjects. Nixon came to Boston in the 1970s and has taught at the Massachusetts College of Art for more than thirty-five years, while making important documentation of his neighborhood and community.


For Nixon’s hallmark series People with AIDS, the artist followed fifteen men with the disease, sensitively conveying its uncompromisingly harsh progress during the years when the government and medical establishment’s neglect turned AIDS into a crisis of epic proportions. A portion of the series was included in Nixon’s retrospective at the Museum of Modern Art in 1988. By the time the series was published as a book in 1991, all the subjects had passed away due to the disease.

Florence Syndrome

(...)
O que era preciso era continuar. Continuar a mentir o mais perfeitamente, sem qualquer deslize, usando todos os recursos da imaginação, mas agora sem o antigo prazer de derrotar a realidade, antes uma angústia cada vez maior a crescer-lhe no peito, o que o obrigava a procurar a alívio nos químicos que minuciosamente doseava, porque nada devia transparecer na sua cara que o pudesse trair. Era preciso mentir sobre a mentira e continuar. Sentia-se esgotado, mas a paixão fazia-o continuar. Se não há uma verdadeira vida também não pode haver uma verdadeira morte. Se calhar teria sempre de continuar. Este pesadelo fê-lo estremecer e abrir os olhos que julgava abertos. Escurecera. Procurou o interruptor do candeeiro e uma luz azulada encheu o quarto. Que horas seriam? Ela não devia tardar.
Levantou-se de um pulo, abriu as torneira do duche, foi à cozinha buscar um copo de água e, de pé, engoliu quatro comprimidos. Ele ia aguentar. Nada era verdade. A água corria. Ele tinha de continuar.

“O que amamos está condenado a morrer. E, no entanto, continuamos como se o não soubéssemos.”
Pedro Paixão




Passage.
"Nada é inventado além do que está latente no nosso cérebro,
onde o mundo, por maior que seja, não tem segredo que ele não transporte.”


(tristan reveur)

Gustave Vigeland Escultura

Gostava de cantar a alguém uma canção de embalar,
sentar-me a seu lado, e ficar sossegado.
Gostava de embalar-te murmurando uma canção,
estar contigo nos meandros do sono.
Ser a única pessoa em casa
a saber que a noite está fria.
Gostava de ouvir cá dentro e lá fora,
ouvir-te,  ouvir o mundo e os bosques.
Os relógios tocam a rebate,
e podes ver o tempo a escoar-se.
Ao fundo da rua um estranho passa
e incomoda o cão de um vizinho
Por trás, o silêncio. Pousei os meus olhos
em ti como numa mão aberta,
e eles prendem-te ao de leve e deixam-te ir,
quando algo se move no escuro.


Rainer Maria Rilke

SE...!!!

 Somos tão pequeninos e a vida também o é, se nos distrairmos a vida 
já passou e nós ainda estamos a espera do melhor momento
(Dolores)






Que Fazer Contigo no Meu Coração







a minha boca ficou no teu pescoço
nesse ponto nessa marca nesse teu
jeito de morderes as palavras, dança
nos braços da tua quentura, sensualidade
de dizeres amanhã, hoje, ou nunca.
nunca. a tua marca em tudo o que fazes,
dizes, mostras. a minha boca continua
no teu pescoço e os meus lábios procuram
aí. nesse ponto, nessa marca, na dança

das palavras, na quentura dos teus braços.
(The Perfect Stranger)





(Kodak Khrome)