terça-feira, abril 25, 2017

Não sou de ti nem de ninguém









Passeávamos nus pela casa. A casa tinha três pisos e um enorme jardim. Pertencia aos pais do Pedro. Ausentavam-se muitas vezes. A casa era nossa quase todo o ano. Ainda existe no mesmo sítio, enorme e esplendorosa. Nós, os três juntos. Não consumíamos drogas. Fazíamos amor os três. Frequentávamos festas a que o Pedro tinha acesso, sem nunca nos misturarmos com outros. A situação durou cerca de três anos, até que o Pedro iniciou a carreira de psicólogo clínico. Tudo era mais complicado, mesmo assim continuávamos juntos. Amava-os e desejava-os aos dois, Era assim.
A casa junto á descida para Queluz/Barcarena, quem vem de Algés/Linda-a -Velha, foi mais tarde vendida, quando os pais do Pedro resolveram separar-se. Tinham 64 e 66 anos respetivamente quando tomaram a decisão. Foram momentos que jamais esquecerei, Entramos nisso por acaso e foi belo. Nunca houve cobranças, nunca houve zangas, penso sermos os três almas gémeas.
Não havia o instinto de posse que tanto destroe as relações. Nunca, que me lembre, se ouviu entre nós uma palavra mais azeda, ou qualquer acusação de parte a parte, nem uma palavra mais feia.
Passeávamos nus pela casa. É só!

Fotos encontradas no blog Pleasuredome








segunda-feira, abril 24, 2017

O Trio Infernal - Era uma vez - Carlos, Teresa, Pedro V









Carlos, Teresa, Pedro V.
Na foto estamos dois, o outro está por trás da lente.
Contar a história destes três, equivale a contar uma estória para adultos com sérias reservas, sendo eu uma das protagonistas da estória. 
O short film with musica dos Goldfrapp, retrata a nossa estória: Eramos belos, amigos e amantes.
Talvez por isso também, sinta-me tão "igual" à Lee Miller. Sempre fui uma rebelde, ainda hoje sou uma mulher "excêntrica", assim dizem os que me conhecem.
Os homens adoravam-me. As mulheres detestavam-me.
Nós os três, eu e eles dois fomos durante muito tempo considerados pelo "Grupo": o trio infernal.

Ontem, falando com a minha filha e feito o meu mapa estral (ela é perita nisso) e mais o Pedro (dela), chegamos à conclusão de que: Se quiseres conta. Conta! 
Tá bem, vou contar, não hoje, um destes dias.
Nunca fui mulher de esconder nada. 
Sou assim, assim ser.
Tenho um blog aberto apenas a convidados.
Já contei lá.
Esta a minha vida.
Mesmo alguns que me conhecem terão uma surpresa.
Dito isto, fiquem com o filme dos Goldfrapp. Dá para entender.
E fomos felizes!


All flowers in time bend towards the sun, I know you say there's no one for you, 
But here is one. 
Jeff Buckley

Cartas de Guerra em TVC2


Um filme dramático escrito e realizado por Ivo M. Ferreira ("Águas Mil", "Em Volta"), segundo um argumento seu e de Edgar Medina que se inspira em "D'Este Viver Aqui Neste Papel Descrito: Cartas da Guerra", uma compilação de cartas que António Lobo Antunes (na altura um jovem alferes destacado para Angola) escreveu à mulher. 

Miguel Nunes - António
Margarida Vila-Nova - Maria José

TVC2, hoje, 24 de Abril, pelas 22H

Miguel


5 anos

"Sempre se matou. As causas prendem-se com a condição humana da sobrevivência. Ainda não atingimos os patamares em que a grande maioria pode fazer mais que tentar sobreviver. Não é por acaso que em África as condições de luta são incomensuravelmente violentas; é a pura luta pela sobrevivência. Isto é a história do homem. A história do século XX coloca esta coisa espantosa: é de longe aquele que mata mais quando teria em tese condições para ser aquele que melhor poderia tratar das pessoas. O grande factor variável é o aumento populacional."Miguel Portas

Hoje estive na Praia das Maçãs e lembrei-me de ti. Acontece-me sempre que lá vou, Costumo dizer-te que ...conversas só nossas. Ninguém perceberia. Hoje, 24 de Abril de 2017, continuamos a matar. Isto é a história do homem.

sábado, abril 22, 2017

"Se há um Deus, ele vai perceber que tudo o que inventaram à sua volta é uma grande merda"

Pilar Del Rio in Expresso

sexta-feira, abril 21, 2017

Cesar Augusto Moniz - Amar a Terra

Cesar Augusto Moniz

A viagem de César, no mundo da dança, começou com uma «brincadeira», César Augusto Moniz conta que o «bichinho da dança» entrou nele quando a namorada, da altura, o convidou para participar num concurso de dança, na época de «Disco Sound», acabando por ganhar o concurso.

Foi nessa altura, que o apresentaram a Rui Horta, com quem começou a aprender dança Jazz: «Gostei imenso», explicando que sentiu falta de aprender mais técnica. César arriscou tentar fazer Ballet na Gulbenkian, conseguindo entrar na companhia, onde ficou durante um ano.

O coreógrafo explica que os pais não queriam que ele seguisse a área artística, deixando os estudos na área da química, abandonando o sonho de ser cientista: «Era aquilo que eu mais gostava, antes» de a dança aparecer na sua vida, sublinha.

César Augusto Moniz conta parte do seu percurso pelo mundo da dança. O ex-bailarino, acabou mesmo por trabalhar com Louis Falco, o coreógrafo de «Fame». «Como sou filho único, os meus pais estavam doidos por eu estar no estrangeiro», revela o coreógrafo.

No seu percurso, César Augusto Moniz acabou por formar a sua própria companhia de dança, vindo também a colaborar com a UNESCO, desenvolvendo o projeto «Amar a Terra», um projeto sobre o planeta terra. Um espetáculo que teve um grande impacto a nível mundial, principalmente no Japão.

Coreografia de Cesar Augusto Moniz, amanhã no Lets Dance: Planeta Terra, tinha de ser! É por isso que eu gosto dele e porque EMANA LUZ, visível para os meus olhos.



A "Must See" The Night Porter (O Porteiro da Noite) de Liliana Cavani


















The Night Porter (1974)
Director Liliana Cavani
 Dirk Bogarde, Charlotte Rampling.

If you don’t love pain, you won’t find The Night Porter erotic  and by now, even painbuffs may be satiated with Nazi decadence,” so read The New York Times’ review of Liliana Cavani’s provocative, controversial 1974 film. And whatever your stance on The Night Porter, there is plenty of pain. Set in Vienna in 1957, it stars Dirk Bogarde as Max, a former SS officer now attempting to bury his past, working as a porter at a high-end hotel. It’s here that, by chance, he’s reunited with Lucia (Charlotte Rampling), the woman he abused and embarked on an ambiguous sadomasochistic affair with during her adolescence in a concentration camp. When she checks into the hotel with her new husband, it’s only a matter of time before the affair resumes.

terça-feira, abril 18, 2017

segunda-feira, abril 17, 2017

Land of no Words


Da noite, da chuva, das danças sem igual,
Para ti os lábios que sorriam,
para ti o sorriso do anjo, complemento de corações
em fúrias e dorsos de cisnes.
Cada pulsar de coração, ameaça de fogo mais ardente,
cada segundo a eternidade,
o golpe feito onde uma flor caiu derramando água.
Tu eras.







afogo-me nos teus braços ao som de sereias que me encantam, chamas o meu nome enquanto flutuas em pecados consentidos.
os braços desenham chamamentos lânguidos do passo do anjo.
já ninguém me persegue ou chama. é minha a casa do teu corpo.

a noite cai mais em palavras soltas. nos arredores  o vento murmura o teu nome. afogam-se os gemidos entre  mãos de amado  amor. já desponta a aurora, uma magia profunda acorda o nosso êxtase, exalta o nosso sangue vermelho de ruborizado desejo

somos um do outro, marés alterosas. 
conheço-te através de visões irreais, sonhos, longas esperas. estás aqui e nem acredito, toco a tua pele sem prever ainda seres tu, ainda assim vejo-te através daquele espelho, mesmo à minha frente. olhos negros, como quem olha a insuportável cruzada de te saberes aqui.



The hunger for love is much more difficult to remove than the hunger for bread.

Mother Teresa


beijei-te
isto foi o dia
do antes do 
ontem
do depois do
hoje
do finalmente
do antes do 
amanhã
do depois de ontem
do amanhã 
quem sabe
do dia do para 
sempre